sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Tamanho de região cerebral determina capacidade de fazer amizades

CIÊNCIA 03/02/2012

Tamanho de região cerebral determina capacidade de fazer amizades

De acordo com nova pesquisa, quanto maior o córtex pré-frontal orbital, maiores são as chances de fazer novas amizades

por Anderson Estevan
Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Para conseguir amigos, tamanho (do córtex pré-frontal orbital) é documento e faz a diferença

Se você é bom em fazer novas amizades, provavelmente seu córtex pré-frontal orbital é bem desenvolvido. De acordo com pesquisadores das Universidades de Oxford e de Manchester, do Reino Unido, a relação entre o tamanho desta parte específica do cérebro e a capacidade de fazer amigos existe e é fundamental para estabelecer mais vínculos duradouros.
Publicado no periódico científico Proceedings of the Royal Society, o estudo tem como objetivo entender quais foram as razões que levaram o cérebro humano a se desenvolver em um tamanho maior do que as outras espécies. Outra teoria que ganha sustentação com esta descoberta é a do cérebro social, na qual o órgão evoluiu para atender as demandas da vida em sociedade.
Para provar a teoria, uma pesquisa foi feita com 40 voluntários, que tiveram seus cérebros mapeados e seus córtex pré-frontais orbitais medidos pelos pesquisadores. Em seguida, eles foram questionados sobre seus eventos sociais na semana anterior e submetidos a testes de mentalização, que favorecem a conquista de novas amizades.
As pessoas com mais amigos saíram-se melhor nos testes e apresentaram maior quantidade de neurônios no córtex pré-frontal orbital. Esta parte do cérebro destinada originalmente para planejamento de ações e pensamentos abstratos, que de acordo com os pesquisadores, é vital para entender as outras pessoas e construir novos laços.
http://viajeaqui.abril.com.br/materias/tamanho-de-regiao-cerebral-determina-capacidade-de-fazer-novas-amizades?utm_source=twitter&utm_content=ngbrasil

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Voo da abelha-mamangá ajuda os cientistas a decifrar um enigma da matemática: o problema do caixeiro-viajante.

EDIÇÂO 143/ FEVEREIRO DE 2012 27/01/2012

Abelha calculista

Voo da abelha-mamangá ajuda os cientistas a decifrar um enigma da matemática: o problema do caixeiro-viajante.

por Gretchen Parker
Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

Andre Skonieczny, Imagebroker/Alamy

As abelhas percorrem até 8 quilômetros para colher pólen e néctar; a otimização das rotas resulta no uso mais eficiente da energia

O voo da abelha-mamangá,ou mamangaba, talvez pareça aleatório quando as operárias saem para recolher pólen e néctar. Mas pesquisadores da Universidade de Londres concluíram que, na realidade, os canteiros de flores são palco de elaborada coreografia. Cada uma dessas abelhas do gênero Bombus tem o cérebro do tamanho de uma semente de grama, mas pode realizar uma colheita tão eficiente que soluciona um enigma da matemática: o problema do caixeiro-viajante.

O desafio está em achar o caminho mais curto para visitar todas as flores antes de voltar para a colmeia. Um computador faria uma montanha de cálculos, avaliando as rotas. Já as mamangabas recorrem à memória espacial, reajustando a jornada por um método de tentativa e erro. (Dica: passar para a flor mais próxima não é a resposta certa.)

Os cientistas sabem por que elas agem assim: voar é exaustivo. Agora o que estão tentando entender é como elas fazem isso. Descobrir oque determina suas decisões talvez possa ajudar no aperfeiçoamento de nossas redes de transporte e comunicação.


http://viajeaqui.abril.com.br/materias/abelha-calculista?utm_source=twitter&utm_content=ngbrasil

Encontrado o que pode ser menor camaleão do mundo

O minúsculo camaleão Brookesia micra tem comprimento máximo de 29 milímetros

15 de fevereiro de 2012
Camaleão encontrado em Madagascar. (Foto: Frank Glaw/PlosONE/Creative Commons/BBC)


Um dos menores camaleões do mundo foi descoberto por pesquisadores em uma ilhota de calcário em Madagascar. O minúsculo camaleão Brookesia micra tem comprimento máximo de 29 milímetros. Cientistas alemães também descobriram três novas espécies no norte da ilha.

Os pesquisadores temem que os animais corram risco de extinção, caso haja alteração no seu habitat. A descoberta foi publicada pela revista científica 'PLoS ONE'.

Busca noturna
A equipe do cientista Frank Glaw, do Zoologische Staatssammlung, de Munique, é especializada em camaleões pequenos, já tendo descoberto outras espécies semelhantes no passado.

Os animais foram encontrados à noite durante a estação das chuvas de Madagascar. Os cientistas tiveram que vasculhar o chão com ajuda de lanternas.

'Eles vivem entre as folhas durante o dia, mas à noite saem e você consegue achá-los', diz Glaw.

A menor das espécies foi encontrada em uma ilhota remota de calcário.

Os pesquisadores acreditam que pode ser um caso de nanismo insular, um fenômeno no qual espécies diminuem de tamanho com o tempo para se adaptar a um habitat menor.

'É possível que a grande ilha de Madagascar tenha produzido uma espécie geral de camaleões minúsculos, e que uma ilhota pequena tenha produzido a espécie menor', disse Glaw à BBC.

Uma análise genética comprovou que os camaleões são na verdade parte de quatro espécies distintas.
'Isso indica que eles se separaram há milhões de anos, antes mesmo do que várias outras espécies de camaleão', disse Miguel Vences, da universidade alemã de Braunschweig, que participou da equipe.

Cada espécie nova está restrita a um território muito pequeno. O menor dos territórios tem apenas meio quilômetro quadrado.

'Em Madagascar, muitas espécies estão restritas a pequenos habitats, e isso faz com que seja importante conservá-los', diz Glaw.

Outra espécie minúscula - o B. tristis, que significa 'triste' -- foi achado em uma parte isolada de uma floresta, próximo a uma cidade. O nome foi escolhido pelos cientistas para alertar para o perigo de extinção das espécies, que são muito frágeis.

Fonte: Globo.com


Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/educacao/noticias/48847/encontrado-o-que-pode-ser-menor-camaleao-do-mundo/?utm_source=twitter&utm_medium=noticias&utm_content=8020&utm_campaign=twitter


Notícia vinculada em outros sites:

- Menor camaleão do mundo é encontrado em Madagascar: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI294757-17770,00.html

- Camaleão de 30 milímetros deve ser o menor do mundo: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/camaleao-30-milimetros-deve-ser-menor-mundo-677111.shtml

- Camaleão de 29 milímetros deve ser o menor do mundo: http://viajeaqui.abril.com.br/materias/noticias-camaleao-nova-especie?utm_source=twitter&utm_content=ngbrasil

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Árvores ficam cobertas de teias 2

Notícia 01:


Aranhas constroem teias gigantes no Amazonas


Árvores do município de Iranduba (Foto: Antonio Lima/ Divulgação)


As árvores do município de Iranduba, na região metropolitana de Manaus (AM), amanhecem cobertas de grandes teias de aranha a cada três meses. As responsáveis pelo feito pertecem ao gênero 'anelosimus'.

Moradores limpam as árvores trimestralmente e a colônia de aranhas recomeça o processo de construção das teias. Cada colônia é formada por grupos de mil a dez mil aranhas.

A aracnóloga do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Lidianne Salvatierra, explica que o tamanho da teia é incomum, já que as aranhas tendem a viver em locais isolados, mas podem ocorrer do Panamá até Santa Catarina.

Ainda de acordo com a especialista, não é preciso se preocupar com o veneno, pois a força dele só atinge os insetos.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/aranhas-constroem-teias-gigantes-no-amazonas.html



Notícia 02
: Jornal da Globo - última edição |9 de fevereiro de 2012 - reportagem 10 de 13

Aranhas fazem teias gigantes sobre árvores e cercas no Amazonas

Aracnídeos do gênero Anelosimus são muito pequenos. Juntos, trabalham nas teias que parecem casulos: abraçam os galhos e matam as folhas. O manto branco foi tecido lentamente até que tomou conta das árvores.

(Vídeo da reportagem "Aranhas fazem teias gigantes sobre árvores e cercas em Iranduba, no Amazonas": http://g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/aranhas-fazem-teias-gigantes-sobre-arvores-e-cercas-em-iranduba-no-amazonas/1806215/).

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/


Obs.: Visualizar publicação "Árvores ficam cobertas de teias após enchente" = http://bio-logando.blogspot.com/2012/02/arvores-ficam-cobertas-de-teias-apos.html

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os melhores vídeos microscópicos de 2011

A competição “Nikon Small World in Motion” foi criada em resposta à nova e animadora tendência de fazer fotomicrografia digital na gravação de filmes ou fotografias time-lapse digital (em que cada frame é feito em velocidade muito mais lenta do que o comum) através de um microscópio.

Para entender melhor o efeito disso, basta assistir aos melhores vídeos microscópicos feitos no ano passado. Eles são julgados na competição de acordo com sua visualidade, e tem que representar tanto a ciência como a arte.

- Primeiro lugar – Anna Franz
Injeção de tinta em uma gema com um embrião de galinha de 72 horas de idade, para visualizar o coração e vasos.

- Segundo lugar – Dr. Dominik Paquet
Filme em time-lapse que mostra o transporte das mitocôndrias nas células nervosas de um peixe-zebra transgênico com membranas das células nervosas marcadas em verde e as mitocôndrias em azul.

- Terceiro lugar – Dr. Ralf Wagner
Pulga d’água brincando com uma alga verde. Fofo!


Acessem: http://hypescience.com/os-melhores-videos-microscopicos-de-2011/

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Planeta Urgente Pesticida provoca o desaparecimento das abelhas

José Eduardo Mendonça


À base de nicotina, ele produz devastação

Pesticidas baseados em nicotina, de uso disseminado na agricultura, estão implicados na morte em massa de abelhas, segundo novo estudo de cientistas americanos.

O estudo desmente os argumentos da indústria, sempre repetidos, de que colônias de abelhas não estão sendo danificadas pelos pesticidas, e vai gerar pressão para que autoridades governamentais proíbam estas substâncias químicas.

As empresas que fabricam pesticidas, um negócio de bilhões de dólares, vem tentando proteger seus lucros com um lobby internacional contra a proibição de neocotinóides, um grupo de substâncias químicas tóxicas que paralisam insetos atacando seu sistema nervoso. Há cada vez mais evidência de que elas são responsáveis pela chamada “desordem do colapso de colônias,” que vem dizimando populações.

Os Estados Unidos estão perdendo um terço de suas colméias a cada ano, e apicultores na Europa dizem que mais de um milhão de colônias desapareceram na França, Alemanha, Itália e Reino Unido desde 1994. As autoridades destes países continuam aceitando os argumentos da indústria.

Os cientistas da Universidade Purdue, em Indiana, encontraram neocotinóides em abelhas, pólen, no solo e em dentes-de-leão, sugerindo que as abelhas podem ser contaminadas de diversas formas.

“Nós sabemos que estes inseticidas são altamente tóxicos para as abelhas – os encontramos em cada amostra de abelhas mortas ou moribundas,” disse Christian Krupke, professor de entomologia em Purdue e co-autor do estudo. As abelhas sofrem de tremores, movimentos descordenados e convulsões, todos sinais de envenenamento. “É uma enorme fonte de contaminação ambiental potencial, e não apenas para abelhas, mas para quaisquer insetos vivendo nestas áreas. O fato de estes compostos persistirem no ambiente por meses ou anos significa que as plantas nestes solos podem absorvê-los em seus tecidos ou no pólen,” disse ele, segundo o Herald Scotland.

Foto: emrank / Creative Commons

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/pesticida-provoca-o-desaparecimento-das-abelhas/

Plástico de peixe


Escamas descartadas pela indústria pesqueira e corantes naturais são a matéria-prima do designer Erik de Laurens para produzir óculos, copos e até moringas de água, que parecem feitos de plástico


Apaixonado pelo mar desde menino, o designer inglês Erik de Laurens mergulhou em pesquisas e descobriu uma forma de aproveitar os descartes da indústria pesqueira para produzir plástico. O projeto nasceu quando Erik foi convidado a criar objetos para a cantina de uma escola na Cidade do Cabo, na África do Sul. Ele promoveu eventos em que as crianças saíam para pescar e, depois, preparavam receitas com os peixes. As escamas, que seriam jogadas fora, foram reaproveitadas por ele em utensílios para o dia a dia da escola.

De volta a Londres, Erik desenvolveu a ideia em seu mestrado no curso de design de produtos do Royal College of Art, com uma série de objetos. São óculos, copos e até uma moringa de água feitos de um material similar ao plástico, produzido somente com escamas de peixes e corantes naturais - totalmente reciclável e biodegradável. Segundo o artista, o processo consiste em submeter as escamas a secagem, calor e pressão e pode ser reproduzido em qualquer lugar. Erik está em busca de financiamento para continuar suas pesquisas com o material, que é resistente e pode ser moldado de diversas formas.

*Textos Debora Didonê, Diogo Antônio Rodriguez, Edu Petta, Lívia Lisbôa, Kátia Abreu e Rafael Tonon

Leia também:
Plástico de... escama de peixe!

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/escama-peixe-plastico-erik-laurens-653985.shtml